Jeep Renegade europeu (Foto: Divulgação)

 

Se as pequenas mudanças no primeiro retoque do Jeep Renegade não surpreenderam (foto acima), a mecânica promete ficar bem mais ousada em breve, pelo menos nos mercados da Europa, Oriente Médio e África. Por lá, o motor a gasolina mais comum é o 1.4 MultiAir turbo de 140 cv, feito pela Fiat e que será substituído pelo 1.3 GSE (Firefly) MultiAir turbo. A transmissão continuará por conta do câmbio automático de dupla embreagem TCT.

Ainda não há dados oficiais sobre essa versão mais forte do novo 1.3 MultiAir 16V GSE turbo. É certo que o motor terá uma variante diferente no Brasil, onde adotará comando de válvulas variável em abertura e fechamento no lugar do MultiAir, que dispensa o comando convencional e opera eletricamente a abertura de válvulas. A tecnologia é cara e está presente apenas na Fiat Toro 2.4 MultiAir flex (foto abaixo).

No entanto, uma fonte de engenharia indica que a potência máxima chega aos 180 cv. São 40 cv a mais do que os 140 cv do Renegade europeu atual, porém, não sabemos se esse ajuste será o mesmo aplicado na versão de produção – até por conta de critérios de eficiência e durabilidade. E não é só isso, o 1.0 GSE de três cilindros e 12 válvulas também terá o MultiAir e ficará em torno de 120 cv.

Fiat Toro 2.4 Blackjack (Foto: Divulgação)

 

A potência enche os olhos, mas é o torque em baixa que será o responsável por mover o elevado peso do Renegade com uma agilidade impensável para o modelo brasileiro flex. Se o 1.4 MultiAir turbo gera atualmente 23,5 kgfm a 1.750 rpm, o novo pode ir além da faixa dos 24/25 kgfm. Promete ser o suficiente para baixar a marca dos 10 segundos na arrancada de zero a 100 km/h – o atual faz o mesmo em 10,9 s declarados. E o melhor: os índices de consumo e emissões prometem ser igualmente baixos.

E no Brasil?

De acordo com outra fonte ligada ao grupo Fiat, os testes dos motores GSE turbo no Brasil realmente começaram. No entanto, o desenvolvimento ainda depende do lançamento na Europa e não devemos esperar novidades nos motores Fiat antes de 2019. O Renegade reestilizado deve chegar na mesma época e terá alterações maiores do que as apresentadas na Europa. O projeto é tratado no Brasil como uma reforma de meio de vida.

Por aqui, o 1.3 GSE 16V turbo de injeção direta (o 1.3 aspirado tem apenas oito) terá comando duplamente variável, uma tecnologia que pode permitir números de potência e torque não muito diferentes do motor europeu. Em relação aos modelos da matriz, os carros da Fiat e da Chrysler no Brasil continuarão a investir nas transmissões automáticas convencionais.

Em comparação ao modelo vendido no velho continente, o Renegade brasileiro terá um salto ainda maior com a possível substituição do 1.8 E.torQ VIS de 139 cv e 19,3 kgfm a 3.500 rpm pelo novo 1.3 turbo. O amplo torque em baixa será capaz de lidar melhor com o peso do modelo flex (entre 1.400 e 1.500 kg vazio).

Outros Fiat pesados como a Toro também poderiam se beneficiar da motorização mais recente no lugar do 1.8, enquanto os compactos como Argo e Cronos passariam a contar com um 1.0 turbo e 1.3 turbo de respeito. 

 

Leia +: Jeep Renegade terá motor 1.3 turbo e câmbio de dupla embreagem na Europa
Fonte: Revista Autoesporte

Tweet Jeep Renegade europeu (Foto: Divulgação)   Se as pequenas mudanças no primeiro retoque do Jeep Renegade não surpreenderam (foto acima), a mecânica promete ficar bem mais ousada em breve, pelo menos nos mercados da Europa, Oriente Médio...